04/01/2011

Self defense

Eu não sou real, você não é real..
Como viveria a vida real se sou um reflexo das falhas de quem nunca conheci?

Ingênuidade meu caro, não busco um mundo encantado, não satisfaço todos meus anseios, não sou aura de arte alguma.
Eu nasci dos meus medos mais ocultos, e cresci nos tapas na cara que levei.
Ninguém nunca vai me conhecer, nem quem olha no fundo dos meus olhos.
é muito profundo e inocente dizer conhecer alguma dessas almas viajantes desse mundo interrogação.
Caros companheiros, mesmo que passassem horas ouvindo, falando ao meu lado, jamais seria possível conhecer, o ser por si só é teorema.

aquele que prova meus beijos, acompanha meus dramas, minhas lágrimas, que me proporciona a alimentação do meu hedonismo pensa, só pensa que me conhece.

e aos que julgam quem sou por uma página digital, que me julgam pelas falhas que cometeu.. esses me conhecem bem menos.

mudei muito.. mas nunca ousei patrocinar lágrima de princesas encantadas, tampouco rasgar cortina dos artistas desse teatro, não sei ser real.

Eu sou leal, receio dizer, jamais irá conhecer me..
ja proporcionou aos meus olhos reconhecer os vultos que admirei, porém minha audácia nunca me permitiu chamar pelo nome, ou fazer me real.
porque: se preciso estar presente para ser real.. logo, não existo.

discorda?
Ja viu o vento? ou ja reconheceu a cor da verdade?

[Direito de resposta]

28/12/2010

só distração



Esperava pelo abraço, surgiu o murro.
implorei a liberdade, a mordaça me atingiu.
supliquei felicidade, o genocídio me feriu.

essas regras trazem pranto, roubam paz, promovem dor.
asfixiam o canto, roubam nosso cobertor.

e ousaram aprisionar, aumentaram os impostos.
pagaram para torturar, alteraram nossas histórias.

implodiram aquele prédio, que existiu a revolução.
rasgaram a página do caderno, boicotaram nossa ilusão.

39 graus de angústia, 180 de combustão.
o pretérito, a astúcia, arame farpado, tranca e portão.

reuniram se em assembléia, decidiram seu melhor.
aumentaram suas rendas, nos implantaram sangue e pó.

filas verticais, pedras fedidas, cachimbos bolados, pretensão.
camisa de força vestida, cérebro amputado, persuasão.

mas há de existir nessa inglória a resposta à execução.
lona, molotov, bomba de gás, incendio, sulco em necrose, modificar a inanição.

santificando a ressureição, amplificando a sinalização.
luxo ou lixo, tanto importa..

nessa guerra santa, qualquer Deus enche o pente, e estoura a queima roupa o tal virus da história.

Regra de 3

Fato 1: congestionamento

Ontem despertei do sonho mais figurativo que ja tive..
mantive me deitada, psicografando meus anseios, existindo forçadamente.
Rastejei horas pelo dia-a-dia de sempre, e obtive uma imagem visualizada no espelho convencional.
Observei os traços, o olhar que refletia lá a fundo um ar vago de pedido, pedia por socorro: não obtive.
e vaguei dentro do meu ser sem visitas alheias, há tempos não os recebo..
essas vestes flagelam meu espirito e autuam meu verbo pensar.
e sinceramente, não vejo mais sentido nos livros, quem os escreveu?
outros seres inconformados, desregulados, pressionados.. outros, como você e como eu.

vejo sentido nas estrelas, nos gemidos, no suor.
vejo o sentido nessa selva estimulante que faz delirar o pensamento.

Liberdade? se existir sobrevoe meu retorno, proclame independência, não permita a falência múltipla dos meus sinais vitais.


Não me arrependo de nada, foi bom, sempre foi.. e esse gosto do teu corpo permanece acariciando minha alma com sabor de eucalipto.

permita que sua vida seja de verdade, não permita a intromissão desses djins na sua relva da tal saudade.
somos paralelepípedos, em busca do caminho que nos conduza ao que esperamos de mais vivente nessa teorética cidade, dispa me de sanidade, apoie meu abraço no teu suplico, perca a certeza..
o que realmente há de certo, é o duvidoso alcance da felicidade.

Daqui pra frente..

O que ainda há de vir?
introduzimos em nossa mente uma porção de perspectivas, expectativas, sonhos, alucinógenos; e me pergunto: até que ponto isso é real?
Eu sinto que a cotação da minha bolsa de valores esta lá embaixo, poucos reconhecem minhas capacidades, e por vezes, eu mesma não vejo qualidades em mim.
as veias pulsam um sangue coagulado, que corre com extrema dificuldade arterial, os patrocínios propagados anteriormente foram submetidos à fracasso, consoantes calabouços presumem em meu psicológico a leucemia amputada, e o vírus HIV se revoga nas sedes do meu eu absolutista.
Entenderam?
nem sequer o tentaram.. e a cada dia mais convenço me de minha insanidade relapsa.
alcoolismo interpretativo, abstinência massiva.

e ao acionar a tecla SAP, a pertinência afoga meu oxigênio em banho-maria.
Lutas sem vencedor, sem perdedor.. ja o disse, somos peça do mesmo jogo, vitimas idênticas da mesma infecção, chips escolhidos a dedo, implante na multidão.
O que há de me esperar?
percorrer os corredores dos meus conflitos internos, das minhas guerras individuais, dos homicídios que cometo a mim mesma, dos amigos imaginários, da hemorragia interna sem efeito colateral.
Fazei me esquecida, permita me a amnésia proposital.. as escadas cobertas de jornal..o céu coberto por concreto e cal.. saudosismo, necrópsia, eis a súplica final.

17/12/2010

1,69 por hora.

Vejam bem, se existe autonomia, eu não sei.
Se a guerra é quente ou fria, também não.
acredito na imagem editada, segue o rumo do outdoor a emboscada.
e então, a espera na sala da recepção.
Trouxe as flores do buquê contradição.
ensaiou o sorriso flagelado, autuou no intervalo o despreparo.
A aurora extasiando deflagrou, a boneca da estante desbotou.
o espelho, anestésico geral.
aparentemente o bem contra o mal.

Não deturpem minha imagem por favor,
não negligenciem a luz do corredor.

A fila alimentada à sucção, vertebra ligada à necrose do coração.

Sussurrei no teu ouvido e não ouviu, gritei, mesmo assim o efeito não surtiu.
Acredito brevemente em ilusão, desiludo corte em vertical, foi vão.

Visto a cor avermelhada demodé, o roteiro, a derrapada la avec faith.
Eles elegem, servem vinho e pão na ceia, eles propagam, eles transferem, nova aldeia.

Tribo igualmente alimentada via malote, salário alto, sentimento boa sorte.
Entrego as tripas eis o resto que sobrou, arremataram o valor que não constou.

E suprimidos pela sede ressurreição, sorriso remontado, data de eleição.

acesso inoportuno.

Curioso como o ser humano é naturalmente insatisfeito, não que eu julgue isso incoerente, também o sou, exageradamente insatisfeita, e quem bem me conhece, sabe;
Os últimos meses me foram um tanto(...), difíceis, cometi erros, acertos, retruquei, sorri, chorei, disse coisas que não podia, ou melhor, que não devia, e sinceramente, não me arrependo de absolutamente nada do que fiz, é válido assumir as falhas, mas ficar balbuciando a cagada feita, soa demagogo, hipócrita.
Magoar os outros não é saudável, mas nunca magoei propositalmente, logo, consciência tranqüila, não sou perfeita, nem pretendo ser;
Talvez tenha jogado oportunidades boas fora, porém, minha dignidade mantém-se intacta, o que não suporto é sorrir por obrigação, bom dia, boa tarde, boa noite e eu te amo sem sinceridade, sou extremamente transparente, embora discreta, quem presta atenção em mim minuciosamente logo percebe se estou ou não pra amigos.
Internet, ferramenta diária, café da manha, almoço, café da tarde, eu não janto.
Outrora trabalhava, mas acredito não ser agradável suficientemente para com meu superior. vejam bem, não faço de propósito,é sangue correndo nas veias.

Me sinto cansada, desanimada, desmotivada, acordar as 9 horas da manha, dormir as 24 ou 1:00 hora não é tão produtivo, vivo mendigando atenção, sou dramática, complicada, exagerada, mimada, insatisfeita sempre.

Este post pode parecer sem sentido, mas é exato como me sinto, perdida, desorientada.
Que surja o senhor guia e indique o caminho que devo seguir, pois, eu sinceramente sinto me desprovida de coragem e interesse.. sendo arrastada pelo vento leve e só isso.