28/06/2008

e agora? que nação enterra seu futuro condecorada com a medalha da farda desumana?

19/06/2008

disputa monologada

Outra vez a vergonha me perturba ,me perco no corredor,e procuro outras desculpas
o auto exterminio fez de mim derrotada,pedi por patrocino,recebi no troco lágrima
não houve reconheçimento,o ódio me consumiu,rasguei o meu espelho
o encanto sucumbiu,procurava um sorriso,mas desbotou ao toque humano
escorregava no abismo,me joguei sem hesitar,foi então que senti alívio
o sorriso penetrou na face melancolia
a amargura reacordou,e me fiz de testemunha,um espaço encandeçeu o olhar que foi roubado
resolvi esmurecer,me encontrei toda em pedaços
ninguem quiz os recolher,pois não há como conserto
nas mãos agulha e lã,mas o vento violento
me assassina minha loucura ,me negando a sanidade
suturei minha tortura e senti que era tarde
no acesso inacessivel,me soltei da proteção
eu cai na minha vida relutei,mas foi em vão
estou perdendo as estribeiras,me consumi demasiada
me encostei nessa desgraça e indaguei a ilusão
faz muito tempo que não lhe escrevo
não questione infeliz
mudei o corte do cabelo,me maqueei envaideci
mas no ápice da virtude o defeito fez brilhar no ego um volupio como ato de negar
nas linhas transformadas em roupas utilizei
despi toda a graça do vilipendio alimentei
noites interrompidas por orgulho,sonhos vestidos de razão
no caminho um declínio ,fonte de evolução
estou quase entregando os pontos,mas o porque isso não sei
me deparei com desespero,me puni,me torturei
foram vertentes agressivas que me fizeram raiz
foram a resposta e hoje não sou feliz
se o fui,houve anseio,decadente transição
me opus ao meu desvelo,retratei intransição
os gritos que ensurdeçiam,hoje despertam a revolta
a luz que me cegavam,hoje iluminam minha aposta
pois das cinzas,restou pó,e do pó restou vazio,do vazio restou só
outro sonho interrompido!

12/06/2008

nas janelas da alma

Acendo um incenso,como quem almeja equilibrio me transporto para um outro nivel espiritual,passo as mãos nos dreads e me sintonizo as cordas leves do violão..o perfume do incenso me invade e me pacifica o ódio outrora inquilino..me sinto bem,ao contrario do que outros dias e percebo que não é por acaso que tantas lágrimas me embaçam a visão,me conformo com as facadas que ja perfuraram meu peito frágil,aqui esta sobrevivendo e se erguendo da mira dos leoes a vitima da sua traição,o unico crime que cometi foi amar sem interesse,e esperar mel doce de onde escorria veneno..não chore,porque estou bem ,venha comigo,dê a mão e descubra o aroma universal da verdadeira Felicidade.

05/06/2008

Desordem e Regresso

**Karina M.B*
Vivendo num sentido incabível Evolução
Parnaseiam nossa Fé, desestimulam nossa Ação
Brasil em Ditadura maquiada democracia
Conduta quebra decoro..queima arquivo testemunha,Palpites capitalismo
Suturas, injeção.. a queda no abismo
Hasta vitória da naçãoOnde vendem nossas almas..por um preço ilusão
Calamos-nos, abrimos ala rumo campo concentração
Bandeira envelhecida, sangue vinho clerical
No corpo se estica nosso sonho desigual
Honrar nosso país, amar ter gratidão
Por quem te agrediu via caneta ..por votação,Agora nas losas da escola estadual
Quebram-se nossa ampolha..a história irreal
Rasgaram documentos, chicotearem ascendentes
Transfiguraram vento e roubaram nosso espelho.Porque num país, futebol e carnaval
Quem criou nossa cultura é visto como marginal
O nível Europeu da um lucro estonteante
Esqueceram a Razão..somos linhas no horizonte
Catequizando,modernizando,teleguiando nossos afros latinos sonhos
Mil pedras no caminho..ópio do APOIO
Patrocínio?Igualdade?Paz,Liberdade?Pra todo lugar que olho, só vejo maldade
Seringas,alusão,milícia contenção..É tanta infecção
Quem pensei ser meu irmão,me trata ingratidão
Venderam nossa esperança ..compraram Traição
Sonhavam com Dias melhores..e a morte é solução
Votei pra presidente..veio-me um fantoche..Nas vitrines os enfeites,são capricho..auto boicote
Honrou a cor da pele?Novo nível segregaçãoSorriu em plena PLEBE..
Debocharam inocência sem razão
Mas alguns ainda mantêm no espírito a herança
Língua caçanje,mente ativa..erga lute esperança
Num país que mata por pinos seus filhos,Onde a cor contrasta,a TV incita o vírus..
Rompa essas fronteiras,derrube essa limitação
Arranque dos pulsos algemas
Erga veias ..ANARCO solução..somos mais q cidadãos
Somos donos do Futuro..da nação.entulho ,defunto João final injusto.Onde morrem inocentes..e assassinos lucros lucros
Números falseados,estatísticas,previsão..mais um auto aniquilado
Crianças viciadas,prostitutas embriagadas,E lá no congresso a “Praga é Fabricada”Muita gente pra pouca vaga.(...)


**Jóta LDR.**
A lua que tanto brilha se ofusca contra a escuridão das trevas A evolução do sapiens não justifica a suposta imprudência de Eva
A conseqüência da ciência em decadência se limita como as palavras sagradas
O barreiro por ser velho é respeitado mesmo causando mortes e lavando almas
Caminhando no vale das contradições eu observo uma hipócrita bandeira
O verde seria vermelho, os azuis seriam os espelhos que ofuscam as estrelas
O amarelo permaneceria amarelo representando o calor de um inferno Lucíferes no plural guiam espectros alienados respeitados sobre terno Queremos a todo milésimo justiça, igualdade, prosperidade e a tal liberdade
Mais a hipocrisia inconsciente me afasta das armas e me leva para boates O pão segue me alimentando e o circo contagia o meu angustiante dia Mesmo sabendo que os miolos são reais e que o palhaço perdeu sua alegria
Aquilo que queremos não posso mais chamar de sentimento, pelo contrario Prossigo observando uma enxurrada lavar egos de pseudo-s revolucionários
Capitalismo, comunismo, anarquismo, nazismo, socialismo
Catolicismo, budismo, judaísmo, espirutalismo, islamismoIsmo, ismo, ismo..Se cada ser é um universo então descarto o absolutismo
Que a esperança da volta jamais aniquile o espírito gladiador
Que cepticismo seja crente que de ódio não vencera o amor
Que todas as curas sejam incontestáveis quando agirem perante as dores
Que dos lixos ignorados e esquecidos sejam colhidas as mais belas flores
Desejo profundamente que algum dia a verdade se estampe com sucesso
Enquanto este dia não chega, prosseguimos no inverso da ordem e do progresso...02.03.2008

Povo Brasileiro.

Povo Brasileiro,Esperança é anestesia
povo brasileiro,ignorançia é UTOPIA
guerra civil,fome,sede e ditadura
fogo no pavil,viatura,fardas consomem
corpos pelo chão,cicatrizes pré expostas
amor á nação,e na panela a resposta
patriota pede esmola,e brasilfóbico vive em lucro
dona Maria sofre e chora,brasilidade anda em luto
foi burlada Independençia,atiraram na cultura
tv nos implantou a dependençiae nos roubou nosso Orgulho
o povo brasileiro,ja ñ reza pra Oxalá
e o povo Nativo indigena ñ tem nem onde morar
americalinizaram a nossa liberdade
banal,vulgarizaram nossa vasta identidade
mas povo Brasileiro vai as Urnas DIREITO VOTO
na crença q é sua chance de reverter nossa História
o povo Brasileiro ja ta até calejado
sem aposentadoria,nem direito a salário
povinho sofredor,chamado de acomodado
e qnto o repressor diz q somos marginais
mas nosso funeral pra eles é sagaz
sem direito a coroa de flor,nem lágrimas,nem saudação
pro povo brasileiro ñ há bandeira sobre o caixão.

30/05/2008

Nas pedras das calçadas..

Caminhava pelo asfalto o pixe me manchou
rastejei nesse intervalo,e a água me limpou
estive apurando a incerta peculiar
e na métrica notei um sensível paladar
removi nos manejos o esmalte corrompido
roi dos meus dedos a cuticula de intimo
acertei no alvo "auto" de dislumbro esperado
corria de encontro,me perdi no despreparo..

instantanea audacia me vestiu transfiguração
na vertente desenfreada apostei decepção..

madrugadas sem sonhos,e colchão encomodava
gastei todos os meus planos pra te trazer o ar da graça
dei conselhos,fui otimista
desejei sempre o melhor,resgatei tua auto-estima e te ergui em meio ao pó
e depois de recontruido me cuspiu ingratidão
seu ideal foi sucumbido,dizimos,carreiras e doce feição
mas os titulos que usavamos para nos depreciar
ainda pairam na calada afim de me decentralizar
ja cavalguei muitas estradas,ja ouvi canções distintas
ja deparei com muitas falhas,ja chorei de testemunha
ja ouvi frases doçura e elogios "perspicás"
mas tu roubou minha volupia,fez pesadelos de reais
hoje olho no espelho,com duvida sem reação
mudo constantemente o cabelo,visto a contradição
quando toca no rádio as passagens do passado
eu me nego o sentimento,mas interago com fracasso

essa rosa me feriu com o espinho amaldiçoado
fiz até chorar Djins,me mantive em despreparo

foleando as tantas fotos que remetem a memória
me surge de imediado outro sonho cancela a carta

aniquilei minha esperança junto da sua desistência
tu preferiste as algemas e eu não abri mão da minha sentença

preferi lágrimas face,do que utópica salvação

preferi ir pro ataque,do que no pulpito pedir em oração
preferi palavras duras do que doce falsidade
preferi agressão sem culpa do que sorrisos por vaidade


vou seguindo sem modelos meu trajeto solidão
remanejo meus cadernos,me uniformizo sem opção

pois decido há muito tempo,e pretendo alcançar
vista-se em terno preto,que eu descalça vou caminhar
você nega os anticorpos
e eu em cacos de vidro me rasgo
você se despede com anestésico tópico
e eu com carpule vou me vitimizar

nem as madrugadas acordada fez você me dar valor
suas fileiras esticadas me trouxeram TODA dor,
no entanto não desisti,assoprei fila por fila
o espelho te fez sentir que isso não valia a pena

hoje lembrei mais uma vez de tudo que eu te fiz
de mim você não lembrou,pois,esta bem por ai
tem sorrisos,amigos,amores
tem sonhos,sinos e flores

tem bases ,rimas e raps
e não se esconde em corredores

me restou uma lagarta triste embrulhada numa folha
preservo-a com cautela
pois simboliza a minha espera..
num casulo,triste e vazio,escuridão me acompanha
dou as vezes muitos sorrisos mas eles são mera infamia
só restou do olho brilho um espaço decepção
e das quedas dos rios,só restou reflexão

sou prisioneira da saudade do que nem sequer vivi,e quanto a largarta

é SIM verdade..do casulo vou me despir!

28/04/2008

números?

Nas esquinas vejo vidas vitimadas de efeito
nas telas vejo vírus que sucumbem nosso direito
nas cifras vejo olhos que enganam com doçura
no sangue vejo tantos se perderem por astúcia
nos sonhos vejo mentira que vou acreditar
nos guetos vejo guerreiros preparados para lutar
nas viaturas vejo dores e outros alienados
nas escolas vejo flores, no entanto mal plantados
nas igrejas vejo vestes ignorância e maldição
nas janelas vejo frestas do que ja foi a Ilusão
nos mouses onde escrevo há contida energia,
na tela onde leio existe um mundo fantasia
nos livros, nas leituras, nos cadernos na caneta, sei que sou testemunha do ouro que não é riqueza
No espelho logo cedo, ví um ser inanimado, vi dor, vi desespero
dúvida e despreparo,  vi muita injustiça,vi baixa auto-estima,
no entanto vi um ego, vi orgulho força desdita;
ontem no travesseiro vi toda decepção
suor colou cabelo, azia,incompreensão,
vi insonia," vi" barulhos
sentimento em transição,
no lixo nos entulhos, vi minha inspiração..
respirei sangue pisado, e bebi gás nocivo
observei no embaraço um tom de altruísmo
mas de tarde, retomei todas as indagações,
rufei tambor capaz de negar abolições
ouvi vozes suaves, sorriso natural
crianças animadas, correndo num quintal
na casa da humildade, tive a constatação
vi força sem impasse, vi forte a pretensão
senti uma certeza e a fé imensurável
embora sejam presas, têm no peito auto amparo
são escolhidas a dedo para serem suicidas...
seguem o plano bem mal feito,
são muito instruídas
mas é fato inegável, a sua revolução
crianças são o estado de espírito evolução
os covardes ditadores gritam sonhos mastigados
falsos abolidores escravocratas magistrados
aceitem a consequência, são elas, sim Senhor
São elas em algema,com coração cheio de amor!