25/01/2009

a prisão que é liberdade

Eu tento,mas é tão vão
arrancar do pulso a algema,a intransição do verbo solidão
quem diria?
cárcere,nostalgia..notas musicais afetam ,inebriam
cansaço espiritual
gritos invasivos..
( se Eu errei,me deixe tentar novamente..)
interrompe minha inspiração,roubando minha atenção

só ela,ela só e mais ninguem
a musica me acolhe,me aconselha,me entende,me abriga
a musica diz o sentir que meu coração se intidima em deixar transparecer.

22/01/2009

mocidade envelhecida..(a fuga continua..mas não é o FIM)

se essa fonte de previsão me trouxesse inspiração
se os olhares preconceito me trouxessem evolução
navegante da hipérbole,aspirante á decepção
rastejaram seus olhares,enrugueçidos á prisão
me pediram documentos,cremes anfibios,vegetais alucinados
encontraram oviparos
e perdi nessa masmorra,minha força meu contato
tocante telefone,estão na captura
procuram minha esperança,minha magnitude..perseguição prossegue
roguei cristianismo,incenso,hinduismo,budismo,pré-colonialismo
e a mocidade que citei,penou inquizição
Wicca,candomblé,umbanda pedras na mão da multidão
ele foge..corre,desesperado
com biblias nas mãos tacam fogo em seu passado
quilombos,tribos indigenas,vilas,guetos,favelas..periferia
meninos JesusES fogem dos presépios,sem 3 reis magos,
são capturados,pelo status,pelas rondas,pelos institucionais falhos de ensino
desbravando seu unico espaço,chamados rebeldes,marginais..pseudo revoluçionarios

Jesus fuja!
encontre abrigo no caminho,a noite castiga
a cidade da garoa é cenário latrocinio
sirenes,latidos..
bala perdida encontrou o menino
coberto com jornal,camisa furada
em letras grandes lê-se a grande novidade
"Primeiro presidente negro na história dos Estados Unidos"

esperamos ilusóriamente,que os Obamas salvem das trincheiras desprotegidas,os meninos Jesuses que rogam por liberdade no verbo da segunda pessoa do participio!

(perca de tempo..dinheiro enobrece o corpo,e empobrece o espirito)

23/12/2008

Então é Natal?

Ruas exalam o perfume denominado espirito da pseudo-esperança,por aqui não vejo muitos pisca-pisca,nem muitas casas enfeitadas,apenas algumas vestem-se de natal;

a véspera se aproxima,e ouvimos rumores de "-Como você vai passar o natal?,que roupa vai usar?"
é sempre a mesma coisa..na data perfumes fortes se misturam aos cheiros massantes de bombas,fogos e toda mais poluição causada pelos mesmos,abraços transvertidos ..Feliz natal,próspero ano novo e muitos mais blás
crianças correm pelas ruas,eufóricas [elas ainda acreditam que isso signifique algo,acreditam que algo pode mudar,todo ano é assim,nada muda..mas elas sempre acreditarão,até o dia em que a chama de festejar apagar-rá de pouco em seus corações]
dia 25 sobra o resto do bolo repartido chamado alegria,e ainda vem por ai a ansiedade pelo ano novo

-Menino,e então,o Papai noel atendeu seu pedido?
-..hmm,bom,na verdade minha carta nem deve ter chegado até ele[ou talvez com a crise mundial,ele tenha vendido o trenó pra pagar o salário dos seus gnomos empregados(..)]
-talvez.
Enquanto isso,em algum lugar dos guetos mundiais,mãos rapidas e esperançosas embrulham seu unico presente,não veio atravez de papai noel,nem carta foi escrita em desespero.
seu embrulho é importante,porque simboliza algo que nenhum papai noel vestido em vermelho com garrafa de coca-cola em mãos ousou aconselhar,trata-se de liberdade espiritual,quando o plebeu sem sapatos na janela,se edifica atravez da sub-nutrição fabricada em laboratório para fins lucrativos transformados em cartões de natal.

-claquete,menino jesus fugiu da presépio..
[aguardem,próximos capitulos..segue a perseguição]

19/12/2008

a 1° nota musical

me afogo nos barulhos intolerantes da tv
tento fazer rimas,fugindo da prisão tão demodé
no entanto quase eficaz,armadilhas contra mim
não quero ser prepotente,mas sou isca é o fim
encontrei na minha frente minas terrestres que criei
alcançei minha trincheira,mas me protegi muito em vão
os parceiros do esconderijo eram da adversaria facção
mais das notas musicais desviando atenção..
desistência me furta,arranca do peito a Revolução

Eles surgem misteriosamente,de onde vêm,porque insistem

planejam ,e estudam novas tecnicas pra matar minha esperança,
perdem tempo,é muito vão,é sim perca de tempo,planejar a morte de um finado em transição
Nãão (...)

05/12/2008

Soluçando..

Respiro fundo..e reflito profundamente sobre a decisão que estou prestes á recitar;
Porque corre em minha mente um nevoeiro de duvidas,uma tempestade de medos..
e busco nos calendários minhas respostas,que chegam recheadas de perguntas,DESESPERADOR..

O que?
Eu disse "desesperador"..é ter que escolhar e responder,sabendo que de qualquer forma me arrependerei,me pondero
Perdão,fui bruta demais
..Mas,fugiu de mim toda doçura e perdi as vésperas do torneio,de qualquer forma chegaria atrasada..bom,você não esta me entendendo de qualquer forma,nunca vai entender..oque brota dentro de mim,nem sequer eu entendo,quanto mais você

Então respondo á pergunta
"Como corre a água do rio,sem direção certa,vou eu..se quizer "tentar" seguir meu trajeto,somos gotas do mesmo liquido"

Almost Homeless

Porque sem lar..me sinto vaga no meu mundo chamado EU,quando ali estive,rasguei meus versos desprezados..os reflexos do meu devaneio chamado sentimento,mofam meus rascunhos,cospem nos meus papéis,refletem na caneta que usurpo minha imagem auto-elogiável,pois,fui entregue ás forças armadas,onde torturaram até a morte..e me obrigaram a confessar o crime,resisti..e por isto,cá estou,abatida no regato que corre minhas águas do pranto que plantaram no meu jardim secoso..

respondi em voz alta -Presente Professor!

19/11/2008

ensaio perpendicular

vasos se quebraram e as rosam ,qual seu fim?
sonhos esfaqueados,debruçaram sobre mim
fui anestesiada,me perdi nas ilusões
tantas emboscadas,tanto nada em prisões
rastros se escondendo,e negando uma resposta
você me condena,em minha cara bate a porta
arrombo a janela,mas lá dentro há ninguem
vitimado de amnésia,a bandeira erguida á quem?
holofotes que fabricam a virose decepção
me remetem a má sorte chamada contratação
na empresa,abaixo a cabeça,e ao patrão respondo sim
tudo porque fui eu a vitima do enfeite ao manequim
nos jardins das Acácias escorre sangue inocente
anestesiando minha garra,minha fé das mais recentes
nos diçionarios tenho procurado minha inspiração
enquanto fui flagrada captando Revolução
mas enfrentei monstros oclusos,não obstante os vençi
capacitei no jogo sujo,liberdade com cabo de bisturi
agora glóbulos vermelhos vestem na nudez da insensatez
me dão a paz,que foi o propósito pela tragédia que opnei
-Sou livre,agora o sou,não devo Obrigada,por favor Senhor
no entanto,não há mais a vida que me forneçia a minha ação;
Não!!!!
(...)
Me arrependi,havia a chance da revira-volta,percebo erro cometi,agora é tarde,pálidez desbota
estampado na campa meu nome,data nascimento,data da revolta
agi como um entulho,em cima do muro,omissão ..VIDA MORTA!