31/07/2010

malabarismo de braço amputado

Metade do completo, mantido incompletado,
silencio em manifesto, talvez haja algo de fato,
foi honrado nosso pecado, aprendi essa lição,
me perdi entre o pedaço, do meu frágil coração,
acordei tarde demais, respirei ar poluido,
ouvi horríveis notas musicais, vesti me de panos empobrecidos,
Rasguei papéis ja reciclados, comprei eletrônicos quebrados, e no espelho o retrato não pode ser bem maquiado.
Pois quando há falhas em nossas peças, nem sempre pode-se trocar,
quando quebra o vidro desta janela, não há outro pra recolocar.
tentei servir meu capitão, tentei obedecer o cafetão, mas este gozo não foi orçamentando no meu orgasmo em luxação,
estes odores revelam a pratica do ato sexual,
minha cultura personalizada divulgada num jornal.
abaixo havia um cadáver, sangue vermelho, e depressão,
nossos infames pecados, valem contrato e um bilhão.
vestido curto e maquiagem, salto alto e batom, unha pintada e conhaque, completo quadro da infiltração.
Monstros criados por mim mesma, visitam meu esconderijo, cospem sobre minha mesa, empobrecem meus rabiscos.
respeitem minha loucura, exaltem minha dor, acariciem minha culpa, coloquem pregos debaixo do cobertor, quanto ao meu travesseiro, não preciso dele mais, contam-se nos dedos, os que vivem mesmo em paz!


A verdade liberta.. sei que ainda sou nova por demais!

Um comentário:

Marco Rodriguéz disse...

Gostei do título do comentário: cupes lingüisticos, e o texto é bem indignante.
Muito bom.
Seguindo-te. Veja meu blog também.
abç!